Um dos rótulos que a nova geração tem recebido, entre tantos outros, é o de individualista. Horas gastas na internet, em jogos de estratégia, fazendas virtuais e todos os tipos de chats, diminuíram de fato o tempo de convivência familiar dos jovens.
O fato de viverem em uma “bolha virtual” já tem gerado inclusive especulações de que essa geração não entende mais as expressões corporais ou contato visual.
O individualismo, em resumo, coloca-se contra o coletivismo.
Mas, recentemente, alguns eventos têm mostrado o contrário, provaram que o jovem quer e busca ações coletivas, desde que encontre um sentido para fazê-las.
Ele pode reclamar de comparecer a um evento empresarial ou se recusar a ir ao casamento da prima de terceiro grau, mas não se espante se ele aceitar convites para interagir com pessoas de todos os lugares do mundo, diferentes nacionalidades e culturas, seja em um evento de tecnologia, ou numa festa onde cada um dança ao som de seu próprio iPod.
Ele pode reclamar de comparecer a um evento empresarial ou se recusar a ir ao casamento da prima de terceiro grau, mas não se espante se ele aceitar convites para interagir com pessoas de todos os lugares do mundo, diferentes nacionalidades e culturas, seja em um evento de tecnologia, ou numa festa onde cada um dança ao som de seu próprio iPod.
Exemplo disso é o evento recente que aconteceu em Londres e reuniu quatro mil pessoas numa estação de trem.
A festa rolou até os funcionários da estação e passageiros serem surpreendidos e a polícia encerrar o evento.
Ações como esta têm virado mania mundial e recebem o nome de flash mob.
Ações como esta têm virado mania mundial e recebem o nome de flash mob.
Outro fato, que talvez seja até mais relevante, é a mobilização que essas pessoas têm para ações sociais, de sustentabilidade ou a favor do meio ambiente. Nunca, até então, vimos uma geração tão engajada nestas questões.
E tudo bem, concordo que o planeta está cada vez pior no que se refere aos recursos naturais e precisamos nos mexer, mas então quer dizer que nunca soubemos da importância de cuidar da natureza?
E a geração que já tem poder de consumo, mas é mais jovem do que a geração Y?
Esta garotada, na faixa de uns 10 anos, teve uma participação espetacular no dia 22 de abril, Dia da Terra. Um canal de desenho criou a campanha “Se Liga, e Desliga!” , onde às 21h30, todas as cidades do mundo apagariam as luzes por 60 segundos, uma alternativa de ajudar o meio ambiente diminuindo o consumo de energia elétrica.
Aqui no meu bairro as crianças participaram e vaiaram quem não aderiu.
Ao contrário do que alguns dizem e acreditam, acho que o futuro não será individualista e sim muito, mas muito mais coletivo e colaborativo.
Talvez as horas de “solidão” na internet e o pouco contato com familiares crie novas “escapadas comunitárias” e diversão, tecnologia e afeto real possam andar juntas.
Assim como o joguinho Tetris, precisamos de várias peças (iguais ou diferentes) para a diversão perfeita. E disso todos nós sabemos, independente de geração, idade ou crédulo.
Fonte: http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/2010/05/20/individualistas-mas-adeptos-ao-coletivismo/
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