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terça-feira, 31 de maio de 2011

Provérbios da Era Digital


Como estamos na "Era Digital", foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade.

- Antes só, do que em chats aborrecidos.

- Diga-me que chat freqüentas e te direi quem és.

- Não adianta chorar sobre arquivo deletado.

- Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.

- Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.

- Melhor prevenir do que formatar.

- Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.

- Quando um não quer, dois não teclam.

- Quem clica seus males multiplica.

- Quem envia o que quer, recebe o que não quer.

- Quem não tem banda larga, caça com modem.

- Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.

- Quem semeia e-mails, colhe spams.

- Quem tem dedo vai a Roma.com

- Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.

- Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.

- Diga-me que computador tens e direi quem és.

- Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder...

- Uma impressora disse para outra: “Essa folha é sua ou é impressão minha?”

- Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia... e depois se cola...



Por Clodoaldo Medeiros

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A educação em relação à TV digital

A educação para o uso da TV digital interativa encontra sua máxima expressão quando professores e alunos têm a oportunidade de criar e desenvolver através dos meios suas próprias mensagens. A expressão através da TV interativa, como estratégia motivadora e desmistificadora, requer, portanto, não apenas decifrar a linguagem da comunicação, mas sim servir-se dela.
Incorporando esta experiência, alunos e professores podem perceber significativamente a construção da realidade que todo conteúdo mediático comporta. Esta faceta expressiva é fundamental para conseguir o objetivo de uma educação com os meios.
A TV digital abre as portas, de uma maneira muito especial, para a alfabetização audiovisual permanente, possibilitando e fomentando nos espectadores a capacidade de produzir e analisar suas próprias mensagens. Utilizando a TV desta forma, estaremos propiciando uma educação que promova uma intervenção social e coletiva crítica imprescindível para uma formação de cidadania, deixando de ser telespectador para se tornar sujeito autor e produtor dos próprios programas.
Admitir tal realidade encaminha-nos para o futuro do uso didático da TV na escola. A interatividade, característica dos novos meios, adquire um sentido pleno no terreno educativo.
Educar através da nova televisão, portanto, vai exigir que educadores e comunicadores afrontem três grandes tarefas: a compreensão intelectual do meio, a leitura crítica de suas mensagens e a capacitação para a utilização livre e criativa.
Os caminhos entre a nova TV que será interativa não são contrários aos caminhos da escola. Estes caminhos se cruzam e se revelam na procura de novas aprendizagens, do entendimento e da vida.

Por Clodoaldo Medeiros com informações de Sérgio Ferreira Amaral professor da faculdade de educação da UNICAMP.



TECNOLOGICINA!

          Muitos acabaram morrendo mais cedo do que deveriam. Casos que se fossem nos dias atuais, com todo o avanço da medicina, teriam um novo final. A medicina tem avançado dia após dia, assim como a tecnologia. E para trazer mais benefícios ainda para os conteporâneos, é só misturar os dois. Tecnologia e Medicina!
          É bem verdade que algumas enfermidades continuam ainda sem um combate mais águdo e solucionático. Mas esse índice anda despencando. O detalhe é que sempre surge alguma doença nova.
          Colocando em destaque uma ferramenta que tem posto o brasileiro para pegar até fila e adquirir o seu, e isso foi ontem (confira no link: http://www.youtube.com/watch?v=0uloQTpSLwM), ou seja bem recente, o iPad, tem chamado a atenção de todo o mundo.
          Agora vamos colocar o iPad e a medicina lado lado. E aí, qual seria o resultado? Aliás, qual será o resultado, ou até mesmo... qual é o resultado? É dessa forma que deve ser questionado, afinal, com certeza essas duas famílias já se encaixam perfeitamente.
          Presta atenção no que essa matéria a seguir trata:

          "O IPAD da Apple, assim como os outros tablets no mercado, são divisores de águas na educação do paciente. Agora, médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde podem orientar os pacientes com multimídia na cabeceira do doente ou no consultório, utilizando a interação de toque que aumenta a experiência educacional e ajuda o paciente a  lembrar o que você está ensinando.

Então, da próxima vez que você quiser ilustrar um problema na coluna lombar, a anatomia do estômago ou um problema vascular, considere usar um tablet para ilustrar seu ponto. 

Os recursos são vastos e a cada dia melhores. Não perca essa oportunidade de tornar seu atendimento uma experiência de aprendizado e interação com seu paciente!"

          Este texto (a matéria amarela) está no Blog Tecnologia da Informação e Medicina (http://timedicina.blogspot.com/). Pois é, tá aí... medicina e tecnologia lado a lado, parece até que um nasceu pro outro! TECNOLIGICINA!

Ednardo

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pesquisa mostra o perfil dos usuários do Messenger

Pesquisa quantitativa com aplicação de questionário realizada entre os dias 20 e 26 de Abril de 2011, com abrangência interestadual entre os usuários do Messenger com faixa etária de 20 a 39 anos de idade, sendo homens e mulheres pertencentes a todas as classes econômicas. Mostrou que 50% dos entrevistados passam mais de três horas no Messenger, enquanto 20% passam duas horas, seguidos daqueles que ficam menos de uma hora representando 20% e apenas 10% responderam que passam três horas.
Grande parte destes usuários 51% acessa o MSN no trabalho e os outros 41% em casa, sendo que 40% utilizam o provedor wifi para acessar a internet, já 40% dos pesquisados usam banda larga, 15% modem e 5% internet via rádio.
Em média, 40% acessam duas vezes por dia o Messenger, também com a mesma porcentagem aparecem aqueles que acessam quatro vezes, os demais 20% acessam mais de cinco vezes por dia e 10% três vezes. Considerando que o horário da manhã é o mais utilizado, chegando à marca de 60% dos entrevistados, 15% preferem à tarde, 20% o turno da noite e 5% a madrugada.
A pesquisa vez um comparativo com outras épocas, há um ano atrás, 40% acessavam com mais frequência o Messenger, outros 40% com menos frequência e 20% com a mesma frequência.
O Messenger esta mais do que presente em nosso dia a dia, sendo usado com diversos objetivos: auxiliando no trabalho, entretendo, comunicação com parentes distantes ou para outras finalidades, pois 50% responderam que usam a ferramenta para trabalho, 35% usam com outros objetivos, 10% só para passar o tempo e 5% para falar com familiares. O Messenger Hoje é uma ferramenta de notícias onde os seus usuários também podem se informar, mas é pouco utilizado, 60% não utilizam esse canal, apenas 20% o utilizam, 10% quase sempre e outros 10% sempre.
Este programa foi criado para que seus usuários enviassem mensagens instantâneas e montassem sua própria sala de bate-papo com o seu grupo, sendo assim a maioria dos entrevistados 60%, responderam que o status mais usado quando está no Messenger e disponível, 20% mantém ocupado, 10% preferem ficar ausente e 10% optam para ficarem com seu status Offline.
O compartilhamento de arquivos é feito às vezes por 50% dos pesquisados, 20% deles nunca compartilharam, 20% raramente e 10% sempre compartilha. Sendo estes fotos com 40%, músicas 35%, links 10%, Vídeos 5% e outros arquivos 5%.
Comprar pela internet é comum hoje em dia, de acordo com a pesquisa 60% dos entrevistados não compraram, nem venderam e não negociaram algo através do Messenger, porque 55% responderam que preferem comprar em lojas, 30% porque não vê o produto e 15% não acham seguro. Mas 40% já compraram e venderam ou negociaram algo, sendo que desse total 50% raramente, 25% quase sempre e 25% periodicamente.
Outro ponto abordado na pesquisa foi à transversalidade de mídias, pois 100% costumam acessar outra página na internet além do Messenger, 45% acessam sites de notícias, 40% outras páginas, 10% sites de relacionamentos e 5% youtube. Referente às ferramentas que usam do Messenger, 85% utilizam hotmail, 15% os contatos, em relação aos jogos e a utilização de alguma ferramenta paga no Messenger houve uma unanimidade, 100% responderam que não.
Segundo a pesquisa 65% dos usuários acham confiáveis as informações procedentes do Messenger, já os 35% não acham confiável as informações. As informações mais acessadas são de entretenimento 75%, notícias 10%, outras informações 10% e 5% não acessam nenhuma informação. Já 60% dos pesquisados acompanham empresas de comunicação, portais de maior relevância e 40% não acompanham.
Vivemos num mundo em que a tecnologia simplesmente toma conta de tudo o que é nosso e faz com que tenhamos mais acesso a milhares de informações. É praticamente impossível você conhecer alguém que não tenha uma conta em sites de relacionamento.
O Messenger é um comunicador instantâneo, que é usado para mandar mensagens a seus amigos, com envio de arquivos, como fotos, músicas e e-mails. Têm milhões de pessoas que estão conectadas a ele recebendo informações, notícias, entretenimento, propaganda, e tudo mais que você possa imaginar.
É um portal utilizado principalmente pelos jovens. Em pesquisa realizada sobre os usuários do Messenger, dos 323 milhões de utilizadores, estima-se que 140 milhões o usam com regularidade diária.

Por Equipe Interligados

terça-feira, 26 de abril de 2011

O Planeta Movido a Internet é Escravo da Tecnologia - Os Nonatos

Os Nonatos falando de internet...

Ednardo

JOGADORES DE FUTEBOL E REDES SOCIAIS – UMA BRIGA CONSTANTE

Às vezes fico com a impressão de que alguns atletas não tem a mínima noção da importância social que acabaram conquistando, através de suas talentosas carreiras e a internet tem evidenciado tal fato, com muita frequência.
Muito ao contrário do que seria óbvio, ou seja, servir de um instrumento de proximidade entre ídolos e fãs, as redes sociais só tem servido para alavancar polêmicas e confusões, em virtude da manifesta falta de habilidade de alguns jogadores com as palavras!
As redes sociais serviram de instrumento para que jogadores do Santos discutissem com torcedores; para que após Caio, do Botafogo, criticasse o esquema tático do treinador Joel Santana; para que Souza, do Fluminense, desse desnecessária  demonstração de poderio financeiro para seus seguidores; e, agora, para que o goleiro do Flamengo discutisse com torcedores rivais e se dirigisse a um dos clubes como “Florminense”, despertando a ira da torcida tricolor.
Particularmente, apesar da manifesta falta de graça da brincadeira, não vejo poder ofensivo no trocadilho usado. Trata-se de uma brincadeira infeliz e de gosto duvidoso, mas só isso! Nada mais!
Todavia, a despeito disso, não tenho como não deixar de abordar este tema relacionado ao manejo das redes sociais pelos jogadores, haja vista tratar-se de uma questão recorrente, como bem se conclui após a simples leitura da vasta listagem  acima descrita.
Vários são os jogadores que se envolvem em polêmicas desnecessárias, ao “twitarem” de forma errada, no momento errado, com interlocutores errados. Se as liberdades de  expressão e de opinião são direitos constitucionais de todo cidadão brasileiro e, como tais, protegem o uso das redes sociais de forma ilimitada e irrestrita, a cautela e o bom senso, por outro lado, sugerem maior sensibilidade e reflexão dos atletas, antes de postarem suas mensagens, notadamente, as mais polêmicas.
Não adianta se indignarem com as polêmicas criadas, afirmando, como fazem sempre,  que abandonarão as redes sociais. Basta, tão somente, que as postagens sejam precedidas de uma mínima reflexão acerca das consequências de seu conteúdo.

Ednardo

sábado, 16 de abril de 2011

STATUS VIP NA INTERNET

Inúmeras pessoas ao ligar o computador e entrar na internet, se sentem verdadeiros Divã.
Para muitas pessoas sentir-se Vip na internet é um diferencial
Logo quando o Orkut deu as caras pela primeira vez ,para adentrar no site era necessário receber um convite que só quem era considerado Vip ,recebia  .
É Natural que o ser Humano queira está num meio privilegiado onde poucas pessoas estão ,O chamado Status Vip .
Essa experiência breve só serve para provar que nós gostamos de ser diferenciados, nem que seja apenas tendo perfil num serviço virtual novo.

Por :Angélica Dantas

DEPENDÊNCIA é a palavra!

Estava eu na tarde do último sábado preparando uns slides para o seminário de História, e pensando neste texto aqui pra fazer. E pensando que se não fosse a conexão a internet, não iria ser fácil pesquisar, salvar, colar, buscar imagens, sem a conexão.

De que não seria nada fácil para nós universitários, trabalhar sem a conexão. E que não é só para nós universitários que seria complicado trabalhar. É pra todos os universos. A dependência é notória e inquestionável. Nos resta, não sermos dominados por essa realidade. Mas será que já não somos dominados?

Responda quem quiser e quem puder. Mas com sinceridade!

Ednardo

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Brasileiro co-fundador do Facebook quer vir ao País para investir em internet

O paulistano Eduardo Saverin, conhecido por fundar a rede social Facebook ao lado de Mark Zuckerberg, deve retornar ao Brasil em breve. Segundo a Folha de S. Paulo, o interesse do jovem bilionário vai além do turismo, ele está disposto a investir em um novo empreendimento no ramo de tecnologia e internet.

Fontes ligadas a Saverin disseram que ele pode desembolsar até 1 milhão de dólares em seu novo negócio, embora a escolha por uma empresa ainda esteja longe de ser definida. Antes de injetar seu capital, o brasileiro deve realizar um longo estudo que avalie o potencial de cada empresa candidata. Existe a possibilidade de Saverin apoiar projetos que foquem no desenvolvimento de jogos para redes sociais, uma aposta que ele já realiza em Singapura, onde atualmente reside.

Empreitadas

Depois do Facebook, Eduardo passou a investir em outros dois projetos: o Qwiki, site de buscas em multimídia, e o Jumio, serviço que autoriza pagamentos via celular, por exemplo. Juntas, as duas empreitadas exigiram do brasileiro mais de 10 milhões de dólares em capital investido.

Sequestro

Quando Saverin tinha 11 anos, época em que morava em São Paulo, seu nome foi encontrado numa lista de sequestradores. Foi então que sua família resolveu mudar-se para Miami, nos Estados Unidos, como conta o livro “Bilionários por Acaso”, obra originou o filme sobre a criação do Facebook.

Desde que foi embora do Brasil, Eduardo fez poucas e esporádicas visitas ao País, embora grande parte de sua família ainda more em São Paulo.

Fonte: Embrasec

Por Clodoaldo Medeiros

Migração para redes como Facebook pode pôr fim à WWW

Usuários estão saindo da rede ampla e aberta, chamada WWW, para plataformas semifechadas, como o Facebook e aplicativos no iPhone e iPad.

É cada vez maior, nos Estados Unidos, o número de usuários que, apesar de passar o dia inteiro conectados, não usam mais a World Wide Web. É a maior mudança na internet desde o advento da web 2.0. Usuários estão migrando da rede ampla e aberta para plataformas semifechadas, como o Facebook e aplicativos no iPhone e iPad. É uma tendência constatada, entre outros, pelo Pew Research Center. Segundo o instituto, entre 57% e 64% dos norte-americanos – dependendo da faixa demográfica e etária – usam preferencialmente aplicativos no celular ou smartphone (fechados) para se conectar online. “Duas décadas depois do seu nascimento, a web está em declínio”, escreveu o jornalista Chris Anderson, da revista Wired. É uma afirmativa temerária. Pode soar confusa também, pois nos acostumamos a pensar em “web” e “internet” como uma coisa só. Não são. A internet é o sistema global de redes de computadores e servidores interconectados, que servem bilhões de usuários no planeta. A web é simplesmente o conjunto interligado de sites e documentos, acessáveis pela internet. Nesse novo mundo, os aplicativos e as redes fechadas seriam como condomínios, na grande cidade dos velhos sites. A analogia não é de todo inapropriada. Na lógica urbana, por que sair do condomínio para ir ao supermercado, quando se tem um centro de conveniências logo ali na esquina?
O velho costume de pular de site em site em busca de informações parece estar em baixa. “Quando você acorda, é bem provável que cheque os e-mails no seu iPad – um aplicativo. No café da manhã, lê o New York Times também no iPad, por outro aplicativo”, diz o editor da Wired. Apesar de mais limitadas, as plataformas semifechadas têm a vantagem da praticidade. “É mais conveniente organizar os posts do Twitter no TweetDeck (um aplicativo grátis) do que no site do próprio Twitter. O Google Maps funciona melhor no aplicativo no carro do que no website”, compara Anderson.
O líder disparado da web aberta é o Google. Já no novo
modelo, os novos reis são Apple e Facebook

O eixo do poder na internet pode estar também sofrendo uma rotação. O líder inequívoco do modelo de web aberta é o Google. Já no novo modelo semifechado, os novos reis são Steve Jobs (Apple) e Mark Zuckerberg (Facebook). A “busca” está em baixa. A tendência em alta é ir direto ao conteúdo. O Facebook é grátis, mas fechado. O Google, aliás, tem sido vetado na portaria: ele não pode pesquisar nos servidores do Facebook, cujo fundador, Mark Zuckerberg, concebeu, por volta de 2006, a semente do modelo atual da rede social: uma plataforma privada, como um clube de pessoas, no qual os desenvolvedores são convidados a participar, criando aplicativos que rodam dentro do Facebook. Ninguém é mais radical na adoção dessa lógica fechada do que Steve Jobs. Ele cria conteúdo (as animações da Pixar), fabrica a plataforma de acesso (do iPad ao iPhone) e possui a rede de distribuição (a loja iTunes). Este é o paradoxo da internet: criada para ser livre, ela tem uma tendência irresistível ao oligopólio. Depois de duas décadas de caos e liberdade, a Nova Internet está voltando a se parecer com a Velha Mídia.
Para o mundo dos negócios – veículos, anunciantes e empresas de mídia – a mudança acarreta conse¬quências. O fundamento do mar¬keting, construído sob o manto da lealdade às marcas, é inerentemente contrário à lógica da web. A promessa de que os dólares, e reais, da publicidade tradicional iriam se converter em milhares de centavos digitais (pelos cliques dos internautas) nunca se concretizou. Agora, o modelo do grátis está sendo gradualmente abandonado, em favor do modelo do freemium. O conteúdo grátis, porém limitado, continua sendo oferecido, como chamariz ao conteúdo integral em plataformas semifechadas, que geram fonte de receita por assinatura. A revista Ad Age levantou um problema, caso se confirme o quadro descrito do mundo pós-web. Nos últimos anos, as empresas de mídia desenvolveram ferramentas precisas de medição de tendências de consumo (tracking), adaptadas à rede aberta. Como reprogramá-las para medi-las nos “condomínios fechados”? “Isso coloca um buraco negro”, escreve a Ad Age.

Com informações Edição Robson Viturino com Álvaro Oppermann

Por Clodoaldo Medeiros

terça-feira, 5 de abril de 2011

As TIC e A Produção do Conhecimento



Uma tecnologia determina o conhecimento, na medida em que, a presença de uma técnica vai definir um tipo conhecimento ou cultura.
Se não houvesse técnicas, não haveria conhecimento, uma vez que estas estão implícitas na transmissão, conservação e armazenagem do conhecimento.
Segundo Pierre Lévy, a técnica , por si só não é nada. O que conta e contribui activamente para o conhecimento individual ou colectivo, é o tipo de utilização que dela se faz.
Desde sempre, o homem inventou técnicas, que à medida que se foram tornando mais complexas, possibilitaram que este aumentasse cada vez mais o seu conhecimento.
O uso das tecnologias permite que o "sujeito" possa construir algo, reflectir e aprender sobre diversas coisas, como sujeito activo, que ao construir o seu conhecimento, experimentando as suas hipóteses, vai alterando os seus planos.
Segundo a ecologia cognitiva, o conhecimento é um produto do homem, dos estudos semióticos, saberes, técnicas e tecnologias que suportam esses saberes, e nos remetem para o facto de nas sociedades, a presença de determinadas técnicas determinar o tipo de conhecimento e de cultura dessas sociedades.
O desenvolvimento e aperfeiçoamento de outras técnicas e de outras ciências (electrónica, comunicações, lógica, psicologia cognitiva, ecologia cognitiva, semiótica), possibilitou esta grande inovação, que, quanto a nós, tem suscitado fortes mudanças paradigmáticas e uma autêntica "revolução social" (a nível de hábitos, costumes, formas de estruturação social, de organização das empresas, de organização e estruturação do pensamento e do conhecimento): o aparecimento da informática, que por sua vez originou a revolução informática.
Aproveitando os interfaces dos pólos anteriores, o computador, mudou a própria comunicação, o modo de adquirir, armazenar e transmitir o conhecimento.
Voltou-se ao tempo da memória, embora com características de escrita, na medida em que se aplicam simultaneamente os interfaces da escrita (linguagem e sinais) e os da leitura ( índices, notas de rodapé, capítulos, paginação).
"Os computadores, não têm uma identidade estável. São redes de interfaces abertas a conexões novas e imprevisíveis, que podem transformar radicalmente a sua significação e utilização " (Ibidem: 129).
Ponte (1998:14) refere que "a evolução tecnológica dos computadores associada à progressiva integração dos seus circuitos e à utilização de software diversificadíssimo, conduziu a progressos notáveis nas suas capacidades e velocidade de processamento. Tal evolução, propiciou grandes transformações no relacionamento homem/ máquina" e serviu de base à múltipla capacidade que o computador tem de se adaptar a todo o tipo de situações.
O aparecimento da digitalização, com as inclusas técnicas de comunicação e de processamento da informação, possibilitou a ligação da música, cinema, telecomunicações, jornalismo, televisão, etc. A codificação digital é um princípio de interface que veio tornar o suporte da informação mais leve, móvel e flexível. Para além de tudo o mais, o digital é uma matéria pronta a ser transformada, aceitando todas as deformações e envolventes. O facto de, digitalizar a imagem, e de seguida ser possível compô-la, decompô-la, ordená-la, comentá-la e associar imagens animadas a hiperdocumentos multimedia veio determinar um novo modelo do "conhecimento".
Através da simulação ou catálogo do mundo abre-se todo um universo que podemos descobrir através de sínteses criadas, conjugando sons e imagens. Com todos esses mundos ao nosso dispor é já um dado adquirido que as TI de suporte informático adquiriram uma plasticidade comparável à escrita.
Pierre Lévy (ibidem:132) define, na rede digital, quatro pólos funcionais, que operam como interfaces e nos permitem entender como é que o conhecimento se armazena/ conserva, transmite/ difunde , produz/ acede ao saber.
A informática utiliza interfaces e auto-interfaces que permitem efectuar a interacção entre o utilizador humano e o dispositivo informático, realizando simultaneamente a codificação/ descodificação e permitindo visualizar as representações dos conhecimentos.
A imagem digital, aproveitada pela IA, tem enormes potencialidades, na medida em que permite criar sequências em movimento e efectuar rotações de objectos em espaços tridimensionais, acessório indispensável para a realização de simulações.
A psicologia cognitiva tem utilizado a metáfora do computador para entender como se processa e representa a informação no cérebro humano. Dias P. e al. (1993: 6) referem que " A representação do conhecimento no computador pode ser entendida como a correspondência entre o mundo exterior e um sistema simbólico interno que permite à máquina simular um processo de raciocínio". Assim sendo, existe a dicotomia entre as representações preposicionais e analógicas, em que a preposição constitui o formato de representação privilegiada para representar o conhecimento na memória, e a analogia é a correspondência directa entre o mundo representado e o representador.
A percepção permite a construção de símbolos mentais que representam o mundo e onde a ligação entre a representação do mundo e a representação interna se faz através da imagem mental.
Esta forma de representação chama-se hipertexto. A tecnologia hipertexto tem a significação de escrita/leitura não linear e corresponde à maneira de pensar e agir humana, baseada na associação de ideias. Através do suporte desta tecnologia, o documento, em vez de uma sequência rígida de pequenas unidades, passa a ter uma interligação entre os diversos elementos, permitindo a criação e exploração de combinações de informação verbal e analógica e possibilitando uma outra forma de ter acesso à informação e ao conhecimento, onde o utilizador experimenta um certo grau de autonomia , que origina a criação de ambientes de trabalho/ aprendizagem, enquanto navega na informação, o que suscita a criação de estratégias individuais de aprendizagem, onde ele é o principal responsável por este processo.
A utilização do hipertexto redimensiona, então, o desenho da aprendizagem, orientada para a concepção de ambientes de trabalho, onde o utilizador, ao mesmo tempo que adquire ou processa a aprendizagem, incrementa o desenvolvimento de estratégias cognitivas de controlo, identifica e selecciona conceitos, regras e princípios, que permitem a transferência e utilização do conhecimento em novas situações. Ou seja, o utilizador, tem a liberdade de: escolher a informação a ler, o ordem do processamento da leitura que pretende concretizar, apelando para a aprendizagem adaptativa e individualizada.
A tecnologia do hipertexto, associada à imagem e ao som, deu origem à hipermedia, ou multimedia interactiva. Segundo Pierre Lévy, a escrita do hipertexto ou hipermedia, está mais próxima da montagem de um espectáculo, do que da redacção clássica, em que havia a preocupação em escrever um texto coerente, linear e estático.
Os processos de criação e de composição do conhecimento, operam a partir de bancos de dados e/ ou bancos de conhecimento, estruturados para esse fim e que são constantemente aumentados com bancos de: filmes, sonoros, de hipertextos, de textos, de software, etc. que quanto mais crescem, mais necessitam de estruturação e de catalogação, de modo a existirem actualmente "hiperbancos de dados, estradas e vias transversais" de informação (Pierre Lévy, 1990: 139). A circulação desses dados/ interfaces pode ser feita através de suportes rígidos de leitura, laser e/ ou magnética, e pela rede RDIS. A utilização destes dados efectua-se segundo dois eixos: o da interactividade e o da selectividade. No primeiro existe a possibilidade de imaginar o aperfeiçoamento de micro interfaces pertencentes aos principais sentidos e modelos cognitivos humanos. No segundo podemos tirar partido da quantidade, imaginando dispositivos de selecção aperfeiçoados, onde se possa procurar, hierarquizar, organizar, compactar e paginar documentos, segundo o modelo de interface que mais nos convenha.
A existência de bancos de dados, pode pressupor, à priori, que a informática persegue o trabalho de acumulação e/ ou conservação do conhecimento efectuado pela escrita. Tal constatação seria errónea, na medida em que os "stocks" de dados dos informáticos, não procuram ter todos os conhecimentos verdadeiros sobre um tema, mas sim, o conjunto de saber utilizável operacional, necessário a um determinado tipo de cliente que necessita de obter, sobre uma determinada matéria um conhecimento mais rápido e mais fiável para melhor e mais rapidamente poder tomar uma decisão. É uma informação de caracter estratégico, deteriorável e transitória. Informação "on-line", susceptível de evoluir constantemente, a partir do núcleo que a produziu. Desta forma, constata-se que o conhecimento trazido pela informática é do tipo operacional e efectua-se em tempo real. É "a condensação do presente, sobre a operação em curso", aspecto em que se opõe aos estilos hermenêutico e teórico da escrita.
As figuras do tempo desta época são os segmentos /pontos que fazem as ligações do hipertexto. Citando mais uma vez Pierre Lévy temos que "por analogia com o tempo circular da oralidade primária e o tempo linear das sociedades históricas, poder-se-ia falar de implosão cronológica, e de um tempo pontual instaurado pelas redes informático/ mediáticas" (1990:147), em que a dinâmica cronológica se realizaria pela velocidade.
A distância do sujeito relativamente à memória social, em termos de informática, está em transformação permanente, visto que, perde as suas características tradicionais de memorização, de utilização dos saberes adquiridos e/ ou transmitidos, através do duplo processo da aceleração e flexibilidade da mudança técnica. O saber informatizado visa a velocidade, a pertinência da execução, a rapidez e a mudança, em vez da conservação fiel de uma sociedade. Afasta-se tanto da memória, que a verdade pode deixar de ser o interesse fundamental, em benefício de si próprio e da operacionalidade.
Nesta fase os critérios dominantes passam a ser a eficácia, a pertinência da execução, a rapidez, a mudança operatória e a novidade. Tal constatação deve-se ao facto de a memória ser objectivada ao ponto de a verdade deixar de ser o interesse fundamental, em primazia da operacionalidade e da velocidade, em que a teoria pode ser ultrapassada pela simulação, e a verdade pela eficiência.
O conhecimento e a velocidade evoluem a um ritmo cada vez mais rápido. As teorias dão lugar ao modelos, que em vez de assentaram num suporte inerte, giram num computador e são constantemente renovados, rectificados e melhorados, por meio de simulações. "O conhecimento por simulação é um dos novos géneros do saber produzidos pela ecologia cognitiva informatizada" (Ibidem:154), que permite alargar a nossa memória de trabalho biológica, fornecendo-nos simultaneamente o poder de antecipar os nossos actos, tirando partido de experiências anteriores e modificando o modelo mental do mundo que nos rodeia. Na imaginação assistida por computador os modelos são construídos para uso de um sujeito, num determinado tempo anuindo ao ritmo sociotécnico específico das redes informatizadas: o tempo real.
"O pretenso sujeito inteligente é apenas um dos microactores de uma ecologia cognitiva que o engloba e o limita".(Ibidem:173).
O avanço da ciência conduziu a estudos que procuram relacionar cada vez mais as tecnologias intelectuais de suporte informático, com o modo de funcionamento do cérebro humano.
Para isso, Pierre Lévy, salienta que foi necessário um conhecimento profundo da memória humana, que é formada por uma rede heterogénea de elementos (palavras, etc.), que transformam macro-estruturas de textos, de documentos multimedia, de programas informáticos de operações a coordenar ou de restrições a respeitar. "Os sistemas cognitivos humanos podem então transferir para o computador a tarefa de construir e actualizar as representações que eles teriam que elaborar com os fracos recursos da sua memória de trabalho (...). Os esquemas, mapas ou diagramas interactivos figuram entre os interfaces capitais das TI de suporte informático. Devido à natureza da memória humana, compreendemos e retemos muito melhor aquilo que está organizado segundo relações espaciais" ( Ibidem:51).
A utilização das TIC altera a percepção que temos de nós próprios, daqueles que nos rodeiam e das nossas relações com o mundo. O computador, é capaz de "pensar" ou simular os nossos processos cognitivos, provocando, em nós, por vezes uma certa "confusão" relativamente à noção do pensamento .
O pensamento abstracto ou capacidade de abstracção é o que permite alcançar o conhecimento, no entanto" aquilo a que se chama abstracção não passa frequentemente da representação de processos por meio de signos, que por seu turno serão objecto de diversas manipulações"(Ibidem:87).
Para este autor o conhecimento não é estático. Passa por diferentes fases ao longo dos três tempos de espírito. Produz-se de forma dinâmica quer no polo da oralidade primária, quer no polo informático/ mediático, enquanto que no da oralidade secundária a produção do conhecimento é estática.
O armazenamento do conhecimento no polo da oralidade primária processa-se na memória humana, enquanto que no da oralidade secundária se armazena através da imprensa. No polo informático/ mediático surgem os bancos de dados (memória colectiva).
Relativamente à conservação do conhecimento nos três tempos de espírito consideramos que no polo da oralidade primária, o conhecimento é versátil, ou seja está sujeito a modificações. No polo de oralidade secundária caracteriza-se pela rigidez, enquanto que no polo mediático/ informático, a plasticidade é o aspecto mais relevante.
A transmissão/ difusão do conhecimento no polo da oralidade primária efectivava-se de geração em geração (mito). No da oralidade secundária realizava-se através da perpetuação de um colectivo. No polo informático/ mediático a transmissão/ difusão optimiza-se através de um colectivo global.
A investigação empírica em ecologia cognitiva é indissociável da elaboração das tecnologias de inteligência e vice-versa. É necessário conhecer bem a forma como se processam na realidade as trocas de informações no seio dos grupos, enfim, as relações humanas.
autor salienta que "o pretenso sujeito inteligente é apenas um dos microactores de uma ecologia cognitiva"" em formação" que o engloba e o limita".

Por Maria de Balsamão Mendes

quinta-feira, 31 de março de 2011

O mundo fora do mundo globalizado

O documentário que nós tivemos a oportunidade de ver, "Raízes do Sertão", nos trás a oportunidade de observarmos uma realidade fora da grande realidade do mundo de hoje. O nosso professor Deleon Souto, que esteve a frente do trabalho, conseguiu mostrar um mundo que faz parte do mundo globalizado fisicamente falando, mas que está fora dessa globalização.

Um povo distante, sem acesso a quase que todas as tecnologias que já são disponíveis. Mas sem dúvida, um povo feliz. Se pra nós, não existe mais a possibilidade de viver sem o computador, a internet, o celular... esse povo vive, e vive muito bem sem eles.

É verdade que, como diz um dos personagens do vídeo, que antes a "zona rural" (habitantes) ia a cidade uma vez a cada semana, fazendo com que se existisse uma lacuna ainda maior entre os dois ambientes, hoje essa visita a área urbana acontece com mais frequeência, unindo assim e deixando mais próximas as duas realidades. Porém, é um povo que vive a margem dessa revolução toda de tecnologias e informações.

Ednardo

sexta-feira, 18 de março de 2011

Criança amam TV, mas gostam ainda mais da webTV

Michael Acton Smith, CEO da britânica Mind Candy e criador do Moshi Monsters, uma rede social que tem proposta semelhante à do Club Penguin, afirmou em apresentação no KidScreen que as crianças estão mais interessadas no conteúdo online, incluindo vídeos, do que na própria televisão. "Desculpem-me, broadcasters. As crianças amam TV, mas amam mais ainda a webTV", brinca. Smith tem testado a oferta de conteúdo de vídeos dentro da plataforma em uma seção chamada MTV (Moshi Television), cujo logo faz alusão ao canal MTV.

Lançada em 2008, a rede social tem 30 milhões de participantes de 200 países, sendo a maioria dos Estados Unidos e Reino Unido. A cada dia, segundo o executivo, são criados em média 150 novos perfis. Ele explica que um ponto importante para quem quer desenvolver uma plataforma online com capacidade de envolver as crianças é saber que é preciso oferecer entretenimento sem, no entanto, descuidar do modelo comercial. "Produto gratuito é ótimo, mas é preciso gerar receita de alguma forma", diz ele, aconselhando a criação de conteúdo premium pago.

Outro aspecto bastante importante nas redes sociais infantis é permitir com que a criança crie e compartilhe conteúdos. Dentro da plataforma Moshi Monsters há espaço para isso e um dos produtos licenciados de maior sucesso da marca, um livro de piadas, conta com a contribuição dos participantes da rede.

Fonte: TELA VIVA

Por Clodoaldo Medeiros

Desastre japonês pode afetar TV digital

O governo pediu que as duas entidades que congregram a indústria de eletroeletrônicos (Abinee) e bens de consumo digital (Eletros) enviem ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e ao Ministério das Comunicações relatórios sobre os impactos da crise japonesa sobre a produção dos produtos eletrônicos - como computadores, celulares, erbs e aparelhos de TV e rádio no Brasil. Fontes do Palácio do Planalto informam que nos primeiros contatos feitos com a indústria aqui instalada apontam que o colapso na economia japonesa não deverá afetar muito a produção local desses equipamentos. Segundo as fontes do governo, China e Twain são os países responsáveis pelo maior volume de importações de chips do Brasil. Mas há importação de componentes japoneses, principalmente para a produção de aparelhos de TV digital.

A dependência da indústria local por chips e semicondutores importados é histórica. Conforme os dados da Abinee, no ano passado, o déficit na balança comercial com a importação de componentes alcançou R$ 18,3 bilhões - dos quais R$ 4,53 bilhões foram para a indústria de telecom, R$ 3,35 bilhões para a de informática e R$ 4,46 bilhões em semicondutores. Desse montante, 63% foram comprados dos países asiáticos.

A catástrofe ambiental japonesa, que parou a economia, fez, por exemplo, que a fábrica de chips da Toshiba parasse de produzir semicondutores por quatro dias. E o governo brasileiro estava negociando com esta fabricante, ainda dentro do pacote do padrão nipo-brasileiro de TV digital, de ser instalada no Brasil uma fabless (fábrica de testes de chips para nichos de mercado). Com o desastre no Japão, não se sabe como ficarão as negociações, que poderão, por outro lado, avançar para a instalação da própria fábrica de foundry (aquela que queima os chips em milhares de unidades), já que as condições ambientais brasileiras não trazem qualquer risco.



Fonte: Tele.síntese

Por Clodoaldo Medeiros

quinta-feira, 17 de março de 2011

A Universidade diante das novas tecnologias de informação e comunicação

Assistimos, nos últimos anos, a um cenário cada vez mais familiar de avanços tecnológicos nas áreas de computação e comunicação. Esses avanços ficam mais visíveis através das redes computacionais, das quais a Internet, de alcance mundial, é certamente a mais conhecida.
Nos últimos dois anos, a partir da "privatização" da Internet, estas mudanças estão rapidamente chegando à sociedade em geral, a ponto de, por exemplo, podermos entregar hoje a nossa declaração de imposto de renda pela Internet, sem sequer sairmos de casa. O acúmulo de experiências, embora limitadas ainda, já sugere que a rede, ao passar a influir numa dada atividade, freqüentemente transforma a mesma de maneira profunda, deixando marcas indeléveis. Tudo isto leva a acreditar que estamos no início de uma grande revolução que vai transformar a sociedade a curto ou médio prazos. Esta revolução vai nos levar à "Sociedade da Informação", um conceito ainda vago, mas insistentemente mencionado ultimamente.
Uma reflexão mais cuidadosa revela que no centro desta revolução encontra-se o conceito da informação. Informação, intimamente ligada a conhecimento, não possui uma definição precisa embora acreditemos que ela esteja suficientemente bem caracterizada para não deixar dúvidas a que se refere. Pois bem, os avanços tecnológicos se refletem em mudanças marcantes que influenciam a geração, a transformação, o armazenamento, a transmissão e a recuperação da informação. A tendência básica, dramaticamente evidenciada pelo fenômeno recente da teia mundial, é um enorme incremento na quantidade de informação, facilmente disponível "on-line" na rede, acompanhado de ferramentas cada vez mais inovadoras para manuseá-las.
As Universidades, por vários motivos, estão no centro do processo de mudanças. Um desses é um fato singular: por circunstâncias históricas a comunidade acadêmica teve a oportunidade de ser o ator principal no desenvolvimento das novas tecnologias, influindo decisivamente no estabelecimento dos novos hábitos da sua utilização. Isto porque os meios acadêmicos serviram tanto como autores quanto como "cobaias" na criação e no estabelecimento da nova realidade que surgiu com o advento das redes de computadores.
Um outro motivo determinante pela qual as universidades são e serão profundamente afetadas pelo fenômeno em questão é um fato muito simples: a informação é, talvez, o insumo mais importante e mais palpável em torno do qual se situa o próprio conceito da universidade. De fato, de uma forma um pouco simplificada, mas ainda assim bastante precisa, a razão de ser da Universidade é a criação e a descoberta da informação (através da pesquisa), a sua transmissão (através do ensino e das atividades de extensão) e o seu registro (através da produção de publicações que são coletadas em bibliotecas). Ora, se aceitarmos que a revolução em curso vai afetar tudo que está ligado ao conceito da informação, é forçoso concluir que as próprias universidades serão profundamente afetadas pelo processo.
A experiência que acompanha o rápido avanço e disseminação da informatização das atividades universitárias confirma o diagnóstico acima. De fato, camadas cada vez mais amplas da comunidade universitária sentem a influência crescente das novas tecnologias nos seus afazeres diários e sentem também que com o passar do tempo uma porção cada vez maior das suas atividades profissionais será afetada pela influência transformadora dos computadores e das redes computacionais.
Cabe aqui uma divagação para buscar e tentar identificar as principais características desse processo que possibilita mudanças tão radicais e que se processam com tanta rapidez. Evidentemente, o espaço disponível nesse artigo não permite qualquer análise mais profunda, mas gostaríamos de, pelo menos, registrar algumas dessas características: a conjugação de progressos tecnológicos extraordinários, nos últimos 50 anos, nas áreas da computação e da comunicação que levaram à constituição das poderosas redes computacionais; o processo exponencial de barateamento dos custos de produção que, aliado ao aumento da capacidade de computação e de transmissão da informação levou à atual disseminação desta tecnologia; o fenômeno de "zeragem das distâncias" evidenciado pela utilização das redes; o extraordinário fortalecimento dos hábitos de cooperação que a rede incentiva e que já levaram a alguns resultados inimagináveis poucos anos atrás; e, finalmente, a indissociabilidade entre os jovens e a propagação das novas tecnologias.
Examinemos uma destas características com um pouco mais de detalhes. De fato, em que se apoia esta rapidez quase devastadora com que esta revolução avança sobre os nossos hábitos tanto cotidianos quanto profissionais? Ela se baseia em dois processos bastante prolongados de crescimento exponencial: o da capacidade computacional e o da velocidade de transmissão de dados.
O primeiro destes processos de crescimento exponencial já está em curso há quarenta anos, desde o aparecimento dos primeiros computadores comercialmente disponíveis na década de 1950. Desde lá, a cada dezoito meses (isto é a cada um ano e meio) dobra a capacidade computacional que se pode comprar por um preço fixo. Isto já levou a uma melhora de 100 milhões de vezes deste indicador no período em questão. Não conhecemos outro processo análogo na história da humanidade. Mais contundente ainda, pode-se prever com base nos conhecimentos científicos e tecnológicos já existentes que este processo vai continuar por pelo menos mais 15 ou 20 anos. Se concretizado, isto acarretará uma nova melhora de mil vezes na capacidade computacional disponível por preço fixo neste período. Ou seja, em mais 15 ou 20 anos poderemos adquirir a capacidade computacional de um computador caseiro atual por alguns reais. Alternativamente, poderemos comprar, pelos poucos milhares de reais que eles custam hoje, um verdadeiro super-computador cujo preço atual seria de dois milhões de dólares. Inimaginável!
Na área da velocidade de transmissão de dados a situação é mais dramática ainda. A utilização das fibras ópticas, nos últimos dez anos, levaram a um crescimento assombroso da capacidade de comunicação. Há pouco mais de dez anos apenas, a maior velocidade de comunicação de dados disponível no mundo era de 56 mil bits por segundo (bps), velocidade esta disponível hoje nos computadores caseiros mais sofisticados sobre linhas telefônicas comuns. As altas velocidades praticadas hoje nos Estados Unidos são da ordem de 1000 vezes maiores, estando já em fase experimental velocidades da ordem de 600 milhões de bps. As perspectivas de progresso nesta área são verdadeiramente assombrosas. De fato, não estão descartadas velocidades de 25 trilhões de bps dentro de um futuro de poucas décadas. Ou seja, poderemos em breve ter melhoras de um milhão de vezes sobre as maiores velocidades praticadas hoje em dia. Novamente, os efeitos de tal progresso são inimagináveis!
E dentro desta perspectiva, quais as áreas de interesse da Universidade que serão mais provavelmente afetadas? Como já disse Bohr, "é muito difícil fazer previsões, principalmente sobre o futuro" e por este motivo preferimos mencionar aqui apenas três grandes áreas de aplicações: o aprendizado cooperativo à distância, a biblioteca digital e a disseminação, cada vez maior, do uso das tecnologias da teia. Cada uma destas aplicações já está suficientemente avançada e já produziu efeitos substanciais para podermos afirmar, com certa segurança, que elas continuarão a se desenvolver rapidamente, impactando, em particular, algumas das atividades universitárias mais básicas.
Para examinar com profundidade pouco maior o fenômeno em curso, e, em particular, as três aplicações que acabamos de mencionar, a Comissão Central de Informática da USP está organizando a InfoUSP, uma jornada a acontecer no dia 4 de junho próximo futuro, no auditório da FAU, com a presença de convidados provenientes de todos os órgãos universitários. Com esta iniciativa a CCI espera incentivar no nosso meio a discussão destas questões, que considera serem muito importantes para o futuro da USP. Diante da abrangência do tema a CCI está envidando esforços para que a memória desta jornada seja preservada de forma adequada.
Finalizando, gostaríamos de indicar uma fonte para reflexões mais profundas, onde se encontra, também, uma ampla bibliografia sobre as questões aqui levantadas. Trata-se de um artigo recentemente preparado, a pedido da Academia Brasileira de Ciências, juntamente com Arnaldo Mandel e Jorge deLyra, intitulado "Informação: Computação e Comunicação". Este documento está disponível na teia na página http://www.ime.usp.br/~is/abc/e esperamos, com curiosidade, as eventuais reações, reflexões ou sugestões do leitor interessado.


Por: Imre Simon é professor do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) e presidente da Comissão Central de Informática da USP.

As Novas Tecnologias da Informação e Comunicação no Contexto Escolar

O cenário educacional brasileiro convive com duas realidades que contribuem para reforçar as desigualdades sociais: o ensino público e o privado.
As escolas privadas se antecipam às inovações implantando métodos e técnicas educacionais de vanguarda, oferecendo aos alunos espaços de aprendizagem diferenciados, com laboratórios sofisticados, bibliotecas informatizadas, centro esportivo, sala de aula virtual, além de organizar excursões pedagógicas para enriquecer os conteúdos curriculares.
No outro extremo encontramos as escolas públicas, com muitas dificuldades materiais e com excesso de alunos por sala de aula, criando barreiras para o processo de ensino e aprendizagem.
Nesse contexto, observamos um movimento interessante dos gestores que estão à frente das escolas públicas, exigindo e lutando por uma educação de qualidade para todos e não para poucos.
O FUNDEF - Fundo para o Desenvolvimento do Ensino Fundamental, recurso destinado diretamente aos municípios para ser aplicado nas escolas públicas, trouxe esperança aos gestores educacionais, levando-os a refletir seriamente sobre a realidade da rede de ensino, suas dificuldades e entraves, para propor uma política de utilização dos recursos visando a mudanças significativas nas escolas.
Os Conselhos Escolares estão sendo chamados a participar para propor ações conjuntas que contribuam com a melhoria do ensino, reunindo na sua composição representantes de todos os segmentos: alunos, pais, professores e equipe gestora da escola.
Nas discussões dos Conselhos, vários tópicos sobre o cotidiano escolar são tratados, mas existe um que vem ganhando força e relevância - a implantação de um Programa de Informática Educacional, que possibilite aos educadores e alunos novas formas de ensinar e aprender, tendo como suporte inúmeros recursos tecnológicos.
Houve época em que era necessário justificar a introdução da informática nas escolas. Hoje, já existe pleno consenso quanto a sua importância.
Frente às Novas Tecnologias, a Educação passa por profundas mudanças estruturais e funcionais, que exigem cada vez mais preparo e capacidade de adaptação por parte de todos os agentes envolvidos.
Diante dessa nova realidade, escolas públicas do país estão implantando Programas de Informática Educacional, estabelecendo parcerias com empresas que ofereçam aos alunos muito mais que o simples acesso às Novas Tecnologias da Informação e Comunicação, apresentando propostas capazes de promover a sua utilização como recurso pedagógico, entendendo que educar é colaborar para que os alunos transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. O aprender sempre, os conhecimentos adquiridos hoje através das novas tecnologias poderão ajudá-los na construção de sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional.
O Programa de Informática Educacional da Futurekids, empresa onde atuo profissionalmente, responde com sucesso a esse grande desafio, contemplando em seu plano de ações a implantação de novos ambientes de aprendizagem informatizados, com equipamentos, sistemas integrados, softwares educacionais, materiais didáticos, manutenção permanente dos equipamentos, programa de formação continuada dos professores em informática educativa para aplicação e integração dos conhecimentos adquiridos a pratica pedagógica.
Para obter resultados significativos e positivos, o Programa de Informática Educacional deve ser construído coletivamente, envolvendo todos os segmentos da unidade escolar. Tarefa difícil, mas não impossível!
A vivência com os educadores e alunos do nosso país nos autoriza a afirmar que é possível, que existe muita vontade e disposição de todos para aprender e empreender por novos caminhos.
O primeiro passo é organizar um encontro com todos os membros das Equipes de Gestores das escolas para apresentação do Programa e do Plano de Ação para implantação na rede de ensino.
Posteriormente, é fundamental conhecer todas as escolas, salientando que as visitas devem ser realizadas por profissionais da área técnica e pedagógica, uma vez que cada um apresenta olhares diferentes para a consolidação do programa.
Durante a visita deve-se observar todo o espaço, verificando o melhor local para instalação do laboratório de informática. É importante obter informações sobre o funcionamento da escola, número de alunos, se há alunos com deficiências e quais são elas, as turmas, os professores e principalmente devem-se ouvir as expectativas da comunidade escolar com relação ao programa. Responsabilidade compartilhada - sucesso garantido.
As visitas possibilitam o levantamento das necessidades materiais e de equipamentos para iniciar o processo de montagem dos laboratórios, com a colocação do mobiliário, instalação dos computadores, periféricos e do kit ambientação.
Paralelo aos procedimentos de ordem técnica, as visitas devem mostrar indicadores dos procedimentos pedagógicos mais adequados para cada escola, visto que o modo como o trabalho com o computador é encarado pela comunidade escolar determina, em grande parte, o desenvolvimento do programa.
O laboratório de informática educacional deve ser compreendido como um espaço de aprendizagem. O modo como ele será institucionalmente incorporado depende do Projeto Político Pedagógico da escola, que expressa como deve ser a prática pedagógica do professor.
A análise cuidadosa das formas como o espaço poderá ser utilizado, tendo os computadores como recurso, provoca questionamentos que merecem nossa atenção:

Será adequado utilizar o espaço somente para o desenvolvimento de atividades extracurriculares?
O laboratório deverá ser utilizado para ministrar “aulas de informática”, como parte da matriz curricular - uma disciplina específica e paralela às demais?
O espaço deverá ser utilizado pelos professores de todas as disciplinas; considerando o computador como um recurso para enriquecer a prática pedagógica do professor?

Obviamente, a reflexão é coletiva, a responsabilidade para o êxito do programa é de todos e o percurso profissional de cada professor é determinante para a efetivação da proposta.
Portanto, o programa a ser desenvolvido na rede de ensino deve contemplar ações para o processo contínuo de formação dos professores.
A Sociedade do Conhecimento demanda um novo perfil de profissional, isso exige que cada professor invista em seu próprio desenvolvimento, para que consiga transmitir aos alunos os benefícios das novas ferramentas tecnológicas para apoiar o processo educacional.
Não basta a escola pública adquirir recursos tecnológicos e outros materiais pedagógicos sofisticados e modernos. É preciso ter um Projeto Político Pedagógico capaz de recriar ambientes de aprendizagem, que exprima com clareza que cidadão queremos formar, em que sociedade desejamos viver e qual é a escola ideal para nossos filhos e netos.
Outro fator que deve estar presente na proposta, essencial e até mesmo determinante para o desenvolvimento do trabalho, é o Processo de Acompanhamento e Avaliação do Programa.
Empreendimentos desta natureza requerem uma avaliação que não se restrinja aos resultados da aplicação dos recursos físicos e quantitativos, mas principalmente sobre o impacto da tecnologia na qualidade do processo educacional e suas repercussões. Nesse sentido, é indispensável estabelecer parâmetros e indicadores que definam a qualidade pretendida e orientem as ações de acompanhamento e avaliação do desenvolvimento do programa para que na prática, produza os efeitos esperados.
Desenvolver indicadores avaliativos comprometidos com a melhoria da Qualidade da Educação, confirma a necessidade de rever caminhos e buscar soluções para as dificuldades que possam surgir e impedir o desenvolvimento adequado do programa.
Com relação ao Acompanhamento do Programa, ele deve contemplar duas dimensões: técnica e pedagógica.
Normalmente, as escolas não possuem profissionais com formação técnica para a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos do Laboratório de Informática, o que se configura como um sério complicador para o desenvolvimento do programa, quando os computadores comecem a apresentar problemas. Portanto, é imprescindível um profissional dedicado a percorrer as escolas da rede de ensino, verificando o funcionamento dos computadores, oferecendo assistência técnica e orientações básicas aos alunos e educadores.
O acompanhamento pedagógico tão importante quanto o técnico, exige profissionais com formação pedagógica e com bons conhecimentos de informática aplicada à Educação.
Sua atuação nas escolas, com alunos, educadores e comunidade deve ser pautada no respeito à realidade, buscando a construção coletiva da proposta de utilização do laboratório de informática. O profissional deve a princípio “ouvir muito”, para compreender a dinâmica de funcionamento da escola e assim, com base nas suas observações e diálogos estabelecidos, articular as ações para que toda a comunidade escolar se beneficie com o programa.
Os professores serão beneficiados com a Formação Continuada em Informática Educacional, em horários que atendam as suas necessidades e com conteúdos que favoreçam a sua compreensão do significado das Tecnologias da Informação e Comunicação no contexto escolar.
É necessário habilitar os profissionais de ensino para interagir com as novas tecnologias no ambiente de trabalho, estimular e facilitar a difusão da informática educacional, fornecer subsídios para a elaboração de Projetos Pedagógicos, de acordo com a disciplina e o nível escolar dos alunos, propiciar condições de aprimoramento quanto ao uso da informática no processo de ensino e aprendizagem de todos os alunos, inclusive aqueles que apresentam deficiências, avaliar as possibilidades da utilização de softwares nos projetos e atividades pedagógicas.
Certamente, o professor deve aprender também a utilizar as ferramentas básicas de Informática como: processador de textos, editor de desenhos, planilhas eletrônicas, banco de dados, Multimídia e Internet, possibilitando o desenvolvimento de habilidades para o enriquecimento da Prática Pedagógica.
E os alunos? Sem dúvida que professores mais qualificados representam aulas mais motivadoras, diferenciadas e que provocam nos alunos o desejo de aprender.
O próprio espaço do laboratório de informática já estimula a participação dos alunos nas atividades propostas, considerando que a maioria dos alunos da rede pública de ensino só consegue ter acesso a computadores na escola. Normalmente o desempenho dos alunos melhora e muitos professores relatam a maneira como o computador contribuiu para o processo de aprendizagem. Conteúdos curriculares são integrados às atividades e os alunos desenvolvem habilidades tecnológicas durante a realização das propostas. Motivados e felizes, alunos compartilham com a família as inovações da escola e as novas aprendizagens. Os pais percebendo o entusiasmo dos filhos começam a acreditar que eles poderão conquistar melhores condições de vida, convictos de que a Educação é a único instrumento capaz de conter o crescimento das desigualdades sociais, incluindo e acolhendo a todos, sem distinção.

Por Elisete Oliveira Santos Baruel, pedagoga, é Consultora Pedagógica em Informática Educacional na Futurekids do Brasil e Relações Institucionais do Portal Educacional Planeta Educação.

Novas tecnologias de informação e comunicação

Chamam-se de Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs) as tecnologias e métodos para comunicar surgidas no contexto da Revolução Informacional, "Revolução Telemática" ou Terceira Revolução Industrial, desenvolvidas gradativamente desde a segunda metade da década de 1970 e, principalmente, nos anos 1990. A imensa maioria delas se caracteriza por agilizar, horizontalizar e tornar menos palpável (fisicamente manipulável) o conteúdo da comunicação, por meio da digitalização e da comunicação em redes (mediada ou não por computadores) para a captação, transmissão e distribuição das informações (texto, imagem estática, vídeo e som). Considera-se que o advento destas novas tecnologias (e a forma como foram utilizadas por governos, empresas, indivíduos e setores sociais) possibilitou o surgimento da "sociedade da informação". Alguns estudiosos já falam de sociedade do conhecimento para destacar o valor do capital humano na sociedade estruturada em redes telemáticas.
São consideradas NTICs, entre outras:
  • os computadores pessoais (PCs, personal computers)
  • a telefonia móvel (telemóveis ou telefones celulares)
  • a TV por assinatura
  • o correio eletrônico (e-mail)
  • a internet
  • as tecnologias digitais de captação e tratamento de imagens e sons
  • as tecnologias de acesso remoto (sem fio ou wireless)
    • Wi-Fi
    • Bluetooth
    • RFID
    • EPVC

    Interatividade

    De modo geral as novas tecnologias estão associadas à interatividade e a quebra com o modelo comunicacional um-todos, em que a informação é transmitida de modo unidirecional, adotando o modelo todos-todos, em que aqueles que integram redes de conexão operacionalizadas por meio das NTIC fazem parte do envio e do recebimento das informações. Neste sentido, muitas tecnologias são questionadas quanto a sua inclusão no conceito de novas tecnologias da informação e comunicação, ou meramente novos modelos de antigas tecnologias.
    As novas tecnologias, relacionadas a uma revolução informacional, oferecem uma infra-estrutra comunicacional que permite a interação em rede de seus integrantes. Numa rede, no entanto, geralmente são descartados modelos em que haja uma produção unilateral das informações que serão somente repassadas aos outros terminais de acesso. Este modelo é considerado reativo e não interativo e aparece mesmo na internet, disponibilizados pelos conhecidos portais, e agências midiáticas que disponibilizam suas informações e serviços pela Internet tão somente.

    As novas tecnologias e a Comunicação

    É difícil prever o impacto que terá nelas, embora já se possam antever alguns contornos: maior facilidade e rapidez de acesso à informação, melhor coordenação de colaboradores dispersos geograficamente, por exemplo, integração e automatização dos processos de negócio a montante (fornecedores) e a jusante (clientes), incremento da possibilidade de participação dos colaboradores nas actividades de gestão dos seus superiores hierárquicos, etc.
    As novas tecnologias parecem favorecer a tendência para as empresas terem fronteiras cada vez menos demarcadas em relação ao seu meio ambiente, a trabalharem cada vez mais "em rede" com outras empresas e, dentro delas, os seus colaboradores também trabalharem cada vez mais conectadas.

    As novas tecnologia de comunicação levam a educação a uma nova dimensão. Esta nova dimensão é a capacidade de encontrar uma lógica dentro do caos de informações que muitas vezes possuímos, organizar numa síntese coerente das informações dentro de uma área de conhecimento. Agilidade na questão de domínio do raciocínio lógico em grandes empresas com informações importantes para o crescimento da mesma.

    Fonte: Wikipédia



Cibercultura e as novas tecnologias de comunicação nas empresas

Da Revolução Industrial para a Revolução da Tecnologia muita coisa mudou na vida das pessoas e das empresas de modo geral. A introdução de novas tecnologias de comunicação proporcionou uma mudança significativa nas áreas econômica, política, cultural e social e a cada dia continua sofrendo fortes transformações devido o surgimento de novas formas de se comunicar e de se relacionar com os públicos estratégicos das empresas.
Vivemos a era da cibercultura, na era das tecnologias digitais que nos acompanha em cada minuto de nossas vidas: celulares com tecnologia 3G, jornalismo on line, tv´s digital, skype, MSN, Google Maps, blogs, Orkut, Flickr, Wikipédia, cursos on line, listas telefônicas on line, dentre outros. No mundo dos negócios somos cercados e utilizamos todos os dias, ou na maioria dos dias da semana, ferramentas e/ou serviços disponibilizados na rede.
A grande mudança está na maneira como as empresas estão se relacionando com os seus públicos estratégicos. Com o grande acesso a informações, as pessoas podem descobrir “tudo” sobre as empresas e até questioná-las sobre as suas ações. É comum hoje acharmos no Orkut, por exemplo, comunidades sobre empresas e/ou produtos; vídeos no YouTube com propagandas voltadas para o público que acessa este serviço; ou blogs de empresários e funcionários. Este último vem, cada vez mais, tornando-se uma ferramenta barata e eficaz de colaboração entre empresa e seus stakeholders.
Mas qual o impacto das novas tecnologias de comunicação nas empresas? Os profissionais da área estão acompanhando as tendências de colaboração em massa?
O impacto está nas relações da empresa com seus públicos e no poder que as novas tecnologias de comunicação proporcionam ao consumidor/ cidadão/ funcionário. Estes também detêm hoje o poder de comunicar, de criar, de opinar e de disseminar informações sobre empresas e/ou produtos que podem gerar conseqüências irreversíveis, caso a empresa não consiga monitorar em tempo hábil as informações sobre ela, ou lucrar se manter um relacionamento aberto e transparente.
Com o surgimento destas novas tecnologias, os profissionais da área se vêem cercados por ferramentas eficazes de comunicação, mas que devem ser analisadas e aplicadas de acordo com o público que eles pretendem manter e atingir. As novas tecnologias de comunicação não substituirão o velho e bom quadro de aviso em uma fábrica, onde a maioria dos funcionários não tem acesso a um computador ou a um terminal ligado a Internet, mas uma mensagem no celular sobre assuntos da empresa pode ser até mais eficiente. Afinal, quem não tem um celular hoje?
Entretanto, até que ponto as novas tecnologias de comunicação atendem as demandas dos públicos das empresas? Os profissionais de comunicação já utilizam de forma coerente os meios digitais?
Na realidade, existem empresas que investem nestas novas tecnologias mais ainda como modismo do que como forma de adequar suas estratégias aos interesses de comunicação dos públicos estratégicos. Cabe aos profissionais da área conhecer e explorar estas novas ferramentas de acordo com o negócio da empresa. De nada adiantará um blog sobre a empresa que tenha como objetivo coletar informações dos funcionários se estes não conhecem a ferramenta ou não tem como acessá-la. Além disso, se ela não possuir uma cultura de comunicação que permita o funcionário expressar sua opinião por qualquer outro meio de comunicação, ele poderá procurar outros meios para se comunicar e se relacionar com pessoas que compartilham das mesmas opiniões.
Mônica Alvarez
Artigo apresentado para a disciplina Organizações na sociedade em rede do curso de pós-graduação Comunicação Estratégica nas Organizações da PUC Minas.

Fonte: tudocomunicacao.blogspot.com

CONSUMO NA INTERNET: Aderir a prática ou não? Eis a questão!