quinta-feira, 14 de abril de 2011

Migração para redes como Facebook pode pôr fim à WWW

Usuários estão saindo da rede ampla e aberta, chamada WWW, para plataformas semifechadas, como o Facebook e aplicativos no iPhone e iPad.

É cada vez maior, nos Estados Unidos, o número de usuários que, apesar de passar o dia inteiro conectados, não usam mais a World Wide Web. É a maior mudança na internet desde o advento da web 2.0. Usuários estão migrando da rede ampla e aberta para plataformas semifechadas, como o Facebook e aplicativos no iPhone e iPad. É uma tendência constatada, entre outros, pelo Pew Research Center. Segundo o instituto, entre 57% e 64% dos norte-americanos – dependendo da faixa demográfica e etária – usam preferencialmente aplicativos no celular ou smartphone (fechados) para se conectar online. “Duas décadas depois do seu nascimento, a web está em declínio”, escreveu o jornalista Chris Anderson, da revista Wired. É uma afirmativa temerária. Pode soar confusa também, pois nos acostumamos a pensar em “web” e “internet” como uma coisa só. Não são. A internet é o sistema global de redes de computadores e servidores interconectados, que servem bilhões de usuários no planeta. A web é simplesmente o conjunto interligado de sites e documentos, acessáveis pela internet. Nesse novo mundo, os aplicativos e as redes fechadas seriam como condomínios, na grande cidade dos velhos sites. A analogia não é de todo inapropriada. Na lógica urbana, por que sair do condomínio para ir ao supermercado, quando se tem um centro de conveniências logo ali na esquina?
O velho costume de pular de site em site em busca de informações parece estar em baixa. “Quando você acorda, é bem provável que cheque os e-mails no seu iPad – um aplicativo. No café da manhã, lê o New York Times também no iPad, por outro aplicativo”, diz o editor da Wired. Apesar de mais limitadas, as plataformas semifechadas têm a vantagem da praticidade. “É mais conveniente organizar os posts do Twitter no TweetDeck (um aplicativo grátis) do que no site do próprio Twitter. O Google Maps funciona melhor no aplicativo no carro do que no website”, compara Anderson.
O líder disparado da web aberta é o Google. Já no novo
modelo, os novos reis são Apple e Facebook

O eixo do poder na internet pode estar também sofrendo uma rotação. O líder inequívoco do modelo de web aberta é o Google. Já no novo modelo semifechado, os novos reis são Steve Jobs (Apple) e Mark Zuckerberg (Facebook). A “busca” está em baixa. A tendência em alta é ir direto ao conteúdo. O Facebook é grátis, mas fechado. O Google, aliás, tem sido vetado na portaria: ele não pode pesquisar nos servidores do Facebook, cujo fundador, Mark Zuckerberg, concebeu, por volta de 2006, a semente do modelo atual da rede social: uma plataforma privada, como um clube de pessoas, no qual os desenvolvedores são convidados a participar, criando aplicativos que rodam dentro do Facebook. Ninguém é mais radical na adoção dessa lógica fechada do que Steve Jobs. Ele cria conteúdo (as animações da Pixar), fabrica a plataforma de acesso (do iPad ao iPhone) e possui a rede de distribuição (a loja iTunes). Este é o paradoxo da internet: criada para ser livre, ela tem uma tendência irresistível ao oligopólio. Depois de duas décadas de caos e liberdade, a Nova Internet está voltando a se parecer com a Velha Mídia.
Para o mundo dos negócios – veículos, anunciantes e empresas de mídia – a mudança acarreta conse¬quências. O fundamento do mar¬keting, construído sob o manto da lealdade às marcas, é inerentemente contrário à lógica da web. A promessa de que os dólares, e reais, da publicidade tradicional iriam se converter em milhares de centavos digitais (pelos cliques dos internautas) nunca se concretizou. Agora, o modelo do grátis está sendo gradualmente abandonado, em favor do modelo do freemium. O conteúdo grátis, porém limitado, continua sendo oferecido, como chamariz ao conteúdo integral em plataformas semifechadas, que geram fonte de receita por assinatura. A revista Ad Age levantou um problema, caso se confirme o quadro descrito do mundo pós-web. Nos últimos anos, as empresas de mídia desenvolveram ferramentas precisas de medição de tendências de consumo (tracking), adaptadas à rede aberta. Como reprogramá-las para medi-las nos “condomínios fechados”? “Isso coloca um buraco negro”, escreve a Ad Age.

Com informações Edição Robson Viturino com Álvaro Oppermann

Por Clodoaldo Medeiros

segunda-feira, 11 de abril de 2011

              Facebook


O Facebook é um site de relacionamentos que foi lançado em fevereiro de 2004, criado por um ex-estudante da Universidade de Harvard chamado Mark Zuckerberg. No começo o Facebook era só para a interação dos estudantes da Universidade, para se conhecerem melhor, mas foi se expandindo e várias universidade começaram a participar do projeto e logo até mesmo alunos de universidades internacionais foram adicionadas na rede. No ano de 2006 qualquer pessoa maior do que 13 anos de idade podiam se cadastrar. Até hoje o facebook segue a mesma regra, a única diferença é que o site ganha bilhões de dólares.

> Atualmente o site tem mais de 120 milhões de usuários cadastrados. Por semana são publicadas mais de 60 milhões de fotos, deixando o Facebook como o maior site de fotografia dos Estados Unidos.
> Rumores afirmam que em 2006 a empresa gera uma receita incluindo patrocinadores, banners, e publicidades enfim, mais de 1,5 milhões de dólares por semana.
> Hoje o Facebook é o segundo site mais visitado no mundo, perdendo para o Google.
> Por dia, mais de 250 mil pessoas acessam o Facebook. 

                                                  Por: Elizangela Martins


 fonte: google

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A Evolução dos Computadores


A evolução dos computadores é uma das mais rápidas evoluções conhecidas na Terra.

Em pouco tempo, os computadores que eram do tamanho de uma sala se transformaram em portáteis e depois passaram a caber na palma de nossas mãos.


Mas a questão é, qual será o próximo passo dessa evolução?


A tirinha acima, feita pela
Ryot IRAS, ilustra bem essas mudanças de uma maneira bem divertida e honesta.

terça-feira, 5 de abril de 2011

As TIC e A Produção do Conhecimento



Uma tecnologia determina o conhecimento, na medida em que, a presença de uma técnica vai definir um tipo conhecimento ou cultura.
Se não houvesse técnicas, não haveria conhecimento, uma vez que estas estão implícitas na transmissão, conservação e armazenagem do conhecimento.
Segundo Pierre Lévy, a técnica , por si só não é nada. O que conta e contribui activamente para o conhecimento individual ou colectivo, é o tipo de utilização que dela se faz.
Desde sempre, o homem inventou técnicas, que à medida que se foram tornando mais complexas, possibilitaram que este aumentasse cada vez mais o seu conhecimento.
O uso das tecnologias permite que o "sujeito" possa construir algo, reflectir e aprender sobre diversas coisas, como sujeito activo, que ao construir o seu conhecimento, experimentando as suas hipóteses, vai alterando os seus planos.
Segundo a ecologia cognitiva, o conhecimento é um produto do homem, dos estudos semióticos, saberes, técnicas e tecnologias que suportam esses saberes, e nos remetem para o facto de nas sociedades, a presença de determinadas técnicas determinar o tipo de conhecimento e de cultura dessas sociedades.
O desenvolvimento e aperfeiçoamento de outras técnicas e de outras ciências (electrónica, comunicações, lógica, psicologia cognitiva, ecologia cognitiva, semiótica), possibilitou esta grande inovação, que, quanto a nós, tem suscitado fortes mudanças paradigmáticas e uma autêntica "revolução social" (a nível de hábitos, costumes, formas de estruturação social, de organização das empresas, de organização e estruturação do pensamento e do conhecimento): o aparecimento da informática, que por sua vez originou a revolução informática.
Aproveitando os interfaces dos pólos anteriores, o computador, mudou a própria comunicação, o modo de adquirir, armazenar e transmitir o conhecimento.
Voltou-se ao tempo da memória, embora com características de escrita, na medida em que se aplicam simultaneamente os interfaces da escrita (linguagem e sinais) e os da leitura ( índices, notas de rodapé, capítulos, paginação).
"Os computadores, não têm uma identidade estável. São redes de interfaces abertas a conexões novas e imprevisíveis, que podem transformar radicalmente a sua significação e utilização " (Ibidem: 129).
Ponte (1998:14) refere que "a evolução tecnológica dos computadores associada à progressiva integração dos seus circuitos e à utilização de software diversificadíssimo, conduziu a progressos notáveis nas suas capacidades e velocidade de processamento. Tal evolução, propiciou grandes transformações no relacionamento homem/ máquina" e serviu de base à múltipla capacidade que o computador tem de se adaptar a todo o tipo de situações.
O aparecimento da digitalização, com as inclusas técnicas de comunicação e de processamento da informação, possibilitou a ligação da música, cinema, telecomunicações, jornalismo, televisão, etc. A codificação digital é um princípio de interface que veio tornar o suporte da informação mais leve, móvel e flexível. Para além de tudo o mais, o digital é uma matéria pronta a ser transformada, aceitando todas as deformações e envolventes. O facto de, digitalizar a imagem, e de seguida ser possível compô-la, decompô-la, ordená-la, comentá-la e associar imagens animadas a hiperdocumentos multimedia veio determinar um novo modelo do "conhecimento".
Através da simulação ou catálogo do mundo abre-se todo um universo que podemos descobrir através de sínteses criadas, conjugando sons e imagens. Com todos esses mundos ao nosso dispor é já um dado adquirido que as TI de suporte informático adquiriram uma plasticidade comparável à escrita.
Pierre Lévy (ibidem:132) define, na rede digital, quatro pólos funcionais, que operam como interfaces e nos permitem entender como é que o conhecimento se armazena/ conserva, transmite/ difunde , produz/ acede ao saber.
A informática utiliza interfaces e auto-interfaces que permitem efectuar a interacção entre o utilizador humano e o dispositivo informático, realizando simultaneamente a codificação/ descodificação e permitindo visualizar as representações dos conhecimentos.
A imagem digital, aproveitada pela IA, tem enormes potencialidades, na medida em que permite criar sequências em movimento e efectuar rotações de objectos em espaços tridimensionais, acessório indispensável para a realização de simulações.
A psicologia cognitiva tem utilizado a metáfora do computador para entender como se processa e representa a informação no cérebro humano. Dias P. e al. (1993: 6) referem que " A representação do conhecimento no computador pode ser entendida como a correspondência entre o mundo exterior e um sistema simbólico interno que permite à máquina simular um processo de raciocínio". Assim sendo, existe a dicotomia entre as representações preposicionais e analógicas, em que a preposição constitui o formato de representação privilegiada para representar o conhecimento na memória, e a analogia é a correspondência directa entre o mundo representado e o representador.
A percepção permite a construção de símbolos mentais que representam o mundo e onde a ligação entre a representação do mundo e a representação interna se faz através da imagem mental.
Esta forma de representação chama-se hipertexto. A tecnologia hipertexto tem a significação de escrita/leitura não linear e corresponde à maneira de pensar e agir humana, baseada na associação de ideias. Através do suporte desta tecnologia, o documento, em vez de uma sequência rígida de pequenas unidades, passa a ter uma interligação entre os diversos elementos, permitindo a criação e exploração de combinações de informação verbal e analógica e possibilitando uma outra forma de ter acesso à informação e ao conhecimento, onde o utilizador experimenta um certo grau de autonomia , que origina a criação de ambientes de trabalho/ aprendizagem, enquanto navega na informação, o que suscita a criação de estratégias individuais de aprendizagem, onde ele é o principal responsável por este processo.
A utilização do hipertexto redimensiona, então, o desenho da aprendizagem, orientada para a concepção de ambientes de trabalho, onde o utilizador, ao mesmo tempo que adquire ou processa a aprendizagem, incrementa o desenvolvimento de estratégias cognitivas de controlo, identifica e selecciona conceitos, regras e princípios, que permitem a transferência e utilização do conhecimento em novas situações. Ou seja, o utilizador, tem a liberdade de: escolher a informação a ler, o ordem do processamento da leitura que pretende concretizar, apelando para a aprendizagem adaptativa e individualizada.
A tecnologia do hipertexto, associada à imagem e ao som, deu origem à hipermedia, ou multimedia interactiva. Segundo Pierre Lévy, a escrita do hipertexto ou hipermedia, está mais próxima da montagem de um espectáculo, do que da redacção clássica, em que havia a preocupação em escrever um texto coerente, linear e estático.
Os processos de criação e de composição do conhecimento, operam a partir de bancos de dados e/ ou bancos de conhecimento, estruturados para esse fim e que são constantemente aumentados com bancos de: filmes, sonoros, de hipertextos, de textos, de software, etc. que quanto mais crescem, mais necessitam de estruturação e de catalogação, de modo a existirem actualmente "hiperbancos de dados, estradas e vias transversais" de informação (Pierre Lévy, 1990: 139). A circulação desses dados/ interfaces pode ser feita através de suportes rígidos de leitura, laser e/ ou magnética, e pela rede RDIS. A utilização destes dados efectua-se segundo dois eixos: o da interactividade e o da selectividade. No primeiro existe a possibilidade de imaginar o aperfeiçoamento de micro interfaces pertencentes aos principais sentidos e modelos cognitivos humanos. No segundo podemos tirar partido da quantidade, imaginando dispositivos de selecção aperfeiçoados, onde se possa procurar, hierarquizar, organizar, compactar e paginar documentos, segundo o modelo de interface que mais nos convenha.
A existência de bancos de dados, pode pressupor, à priori, que a informática persegue o trabalho de acumulação e/ ou conservação do conhecimento efectuado pela escrita. Tal constatação seria errónea, na medida em que os "stocks" de dados dos informáticos, não procuram ter todos os conhecimentos verdadeiros sobre um tema, mas sim, o conjunto de saber utilizável operacional, necessário a um determinado tipo de cliente que necessita de obter, sobre uma determinada matéria um conhecimento mais rápido e mais fiável para melhor e mais rapidamente poder tomar uma decisão. É uma informação de caracter estratégico, deteriorável e transitória. Informação "on-line", susceptível de evoluir constantemente, a partir do núcleo que a produziu. Desta forma, constata-se que o conhecimento trazido pela informática é do tipo operacional e efectua-se em tempo real. É "a condensação do presente, sobre a operação em curso", aspecto em que se opõe aos estilos hermenêutico e teórico da escrita.
As figuras do tempo desta época são os segmentos /pontos que fazem as ligações do hipertexto. Citando mais uma vez Pierre Lévy temos que "por analogia com o tempo circular da oralidade primária e o tempo linear das sociedades históricas, poder-se-ia falar de implosão cronológica, e de um tempo pontual instaurado pelas redes informático/ mediáticas" (1990:147), em que a dinâmica cronológica se realizaria pela velocidade.
A distância do sujeito relativamente à memória social, em termos de informática, está em transformação permanente, visto que, perde as suas características tradicionais de memorização, de utilização dos saberes adquiridos e/ ou transmitidos, através do duplo processo da aceleração e flexibilidade da mudança técnica. O saber informatizado visa a velocidade, a pertinência da execução, a rapidez e a mudança, em vez da conservação fiel de uma sociedade. Afasta-se tanto da memória, que a verdade pode deixar de ser o interesse fundamental, em benefício de si próprio e da operacionalidade.
Nesta fase os critérios dominantes passam a ser a eficácia, a pertinência da execução, a rapidez, a mudança operatória e a novidade. Tal constatação deve-se ao facto de a memória ser objectivada ao ponto de a verdade deixar de ser o interesse fundamental, em primazia da operacionalidade e da velocidade, em que a teoria pode ser ultrapassada pela simulação, e a verdade pela eficiência.
O conhecimento e a velocidade evoluem a um ritmo cada vez mais rápido. As teorias dão lugar ao modelos, que em vez de assentaram num suporte inerte, giram num computador e são constantemente renovados, rectificados e melhorados, por meio de simulações. "O conhecimento por simulação é um dos novos géneros do saber produzidos pela ecologia cognitiva informatizada" (Ibidem:154), que permite alargar a nossa memória de trabalho biológica, fornecendo-nos simultaneamente o poder de antecipar os nossos actos, tirando partido de experiências anteriores e modificando o modelo mental do mundo que nos rodeia. Na imaginação assistida por computador os modelos são construídos para uso de um sujeito, num determinado tempo anuindo ao ritmo sociotécnico específico das redes informatizadas: o tempo real.
"O pretenso sujeito inteligente é apenas um dos microactores de uma ecologia cognitiva que o engloba e o limita".(Ibidem:173).
O avanço da ciência conduziu a estudos que procuram relacionar cada vez mais as tecnologias intelectuais de suporte informático, com o modo de funcionamento do cérebro humano.
Para isso, Pierre Lévy, salienta que foi necessário um conhecimento profundo da memória humana, que é formada por uma rede heterogénea de elementos (palavras, etc.), que transformam macro-estruturas de textos, de documentos multimedia, de programas informáticos de operações a coordenar ou de restrições a respeitar. "Os sistemas cognitivos humanos podem então transferir para o computador a tarefa de construir e actualizar as representações que eles teriam que elaborar com os fracos recursos da sua memória de trabalho (...). Os esquemas, mapas ou diagramas interactivos figuram entre os interfaces capitais das TI de suporte informático. Devido à natureza da memória humana, compreendemos e retemos muito melhor aquilo que está organizado segundo relações espaciais" ( Ibidem:51).
A utilização das TIC altera a percepção que temos de nós próprios, daqueles que nos rodeiam e das nossas relações com o mundo. O computador, é capaz de "pensar" ou simular os nossos processos cognitivos, provocando, em nós, por vezes uma certa "confusão" relativamente à noção do pensamento .
O pensamento abstracto ou capacidade de abstracção é o que permite alcançar o conhecimento, no entanto" aquilo a que se chama abstracção não passa frequentemente da representação de processos por meio de signos, que por seu turno serão objecto de diversas manipulações"(Ibidem:87).
Para este autor o conhecimento não é estático. Passa por diferentes fases ao longo dos três tempos de espírito. Produz-se de forma dinâmica quer no polo da oralidade primária, quer no polo informático/ mediático, enquanto que no da oralidade secundária a produção do conhecimento é estática.
O armazenamento do conhecimento no polo da oralidade primária processa-se na memória humana, enquanto que no da oralidade secundária se armazena através da imprensa. No polo informático/ mediático surgem os bancos de dados (memória colectiva).
Relativamente à conservação do conhecimento nos três tempos de espírito consideramos que no polo da oralidade primária, o conhecimento é versátil, ou seja está sujeito a modificações. No polo de oralidade secundária caracteriza-se pela rigidez, enquanto que no polo mediático/ informático, a plasticidade é o aspecto mais relevante.
A transmissão/ difusão do conhecimento no polo da oralidade primária efectivava-se de geração em geração (mito). No da oralidade secundária realizava-se através da perpetuação de um colectivo. No polo informático/ mediático a transmissão/ difusão optimiza-se através de um colectivo global.
A investigação empírica em ecologia cognitiva é indissociável da elaboração das tecnologias de inteligência e vice-versa. É necessário conhecer bem a forma como se processam na realidade as trocas de informações no seio dos grupos, enfim, as relações humanas.
autor salienta que "o pretenso sujeito inteligente é apenas um dos microactores de uma ecologia cognitiva"" em formação" que o engloba e o limita".

Por Maria de Balsamão Mendes

Estatísticas, dados e projeções atuais sobre a Internet no Brasil

Número de usuários

Segundo o F/Nazca, somos 81,3 milhões de internautas tupiniquins (a partir de 12 anos). Já para o Ibope/Nielsen, somos 73,9 milhões (a partir de 16 anos). O principal local de acesso é a lan house (31%), seguido da própria casa (27%) e da casa de parente de amigos, com 25% (abril/2010). O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet.


Internautas ativos


Segundo o instituto Ibope Nielsen Online, de outubro de 2009 a outubro de 2010, o número de usuários ativos (que acessam a Internet regularmente) cresceu 13,2%, atingindo 41,7 milhões de pessoas. Somado às pessoas que possuem acesso no trabalho, o número salta para 51,8 milhões. 38% das pessoas acessam à web diariamente; 10% de quatro a seis vezes por semana; 21% de duas a três vezes por semana; 18% uma vez por semana. Somando, 87% dos internautas brasileiros entram na internet semanalmente.


Segundo Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope//NetRatings, "o ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso. A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais"



Desigualdade Social

A desigualdade social, infelizmente, também tem vez no mundo digital: entre os 10% mais pobres, apenas 0,6% tem acesso à Internet; entre os 10% mais ricos esse número é de 56,3%. Somente 13,3% dos negros usam a Internet, mais de duas vezes menos que os de raça branca (28,3%). Os índices de acesso à Internet das Regiões Sul (25,6%) e Sudeste (26,6%) constrastam com os das Regiões Norte (12%) e Nordeste (11,9%).


Tempo médio de navegação


Desde que esta métrica foi criada, o Brasil sempre obteve excelentes marcas, estando constantemente na liderança mundial. Em julho de 2009, o tempo foi de 48 horas e 26 minutos, considerando apenas a navegação em sites. O tempo sobe para 71h30m se considerar o uso de aplicativos on-line (MSN, Emule, Torrent, Skype etc).


Comércio eletrônico


No primeiro semestre de 2008, as compras on-line somaram R$ 3,8 bilhões (45% mais do que igual período de 2007). O ano fechou em R$ 8,2 bilhões (crescimento de 30% na comparação com 2007). A previsão para o primeiro semestre de 2009 era de R$ 4,5 bilhões, mas, mesmo com crise, o faturamento foi de R$ 4,8 bilhões, 27% a mais em relação ao mesmo período de 2008. O valor médio das compras é de 323 reais. A previsão é que o ano feche em R$ 10,6 bilhões.


Publicidade on-line


A internet se tornou o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, atrás apenas de rádio e TV. 87% dos internautas utilizam a rede para pesquisar produtos e serviços. Antes de comprar, 90% dos consumidores ouvem sugestões de pessoas conhecidas, enquanto 70% confiam em opiniões expressas online.


Venda de Computadores


São 60 milhões de computadores em uso, segundo a FGV, devendo chegar a 100 milhões em 2012. 95% das empresas brasileiras possuem computador.


Banda larga


Atingimos 10,04 milhões de conexões em junho de 2008: um ano e meio antes do previsto, já que essa era a projeção para 2010. Quanto ao volume de dados, o incremento foi de 56 vezes de 2002 até 2007. E a projeção é de um aumento de 8 vezes até 2012; o número de conexões móveis cresceu de 233 mil para 1,31 milhão em um ano; Sistemas gratuitos de banda larga sem fio (Wi-Fi) funcionam nas orlas de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon, nos Morros Santa Marta e Cidade de Deus e na Praça Roberto Silveira, em Duque de Caxias. Estão nos planos: São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Cantagalo e 58km da Avenida Brasil, todos no Rio de Janeiro.


No Mundo


O número de usuários de computador vai dobrar até 2012, chegando a 2 bilhões. A cada dia, 500 mil pessoas entram pela primeira vez na Internet, a cada minuto são disponibilizadas 35 horas de vídeo no YouTube e cada segundo um novo blog é criado. 70% das pessoas consideram a Internet indispensável. Em 1982 havia 315 sites na Internet. Hoje existem 174 milhões.




Fonte: http://www.tobeguarany.com/internet_no_brasil.php em 05/04/2011 15h47

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Famaz investe no compartilhamento de informações em mídias sociais

    Com uma política de manter o bom relacionamento com os públicos estratégicos, a Faculdade Metropolitana da Amazônia (Famaz) há 1 ano investe na comunicação por mídias sociais.
    Para quem ainda não está familiarizado com o termo mídia social, basta lembrar das redes de relacionamento, como o Orkut e Twitter. No Brasil, o fenômeno Orkut aconteceu em 2004. Uma verdadeira febre que ainda o mantém como o primeiro no ranking no Brasil, apesar do Facebook ser o campeão mundial.
    A jornalista especialista em Design Gráfico, Layne Barros, da Public Comunicação Integrada, explica que o termo rede social é utilizada para designar a rede que as pessoas formam entre si. “Antes mesmo da internet, já existia rede social. O termo passou a ser associado à internet depois do Orkut”. Layne explica ainda que isso aconteceu a partir do momento em que emergiu a revolução comportamental da internet: o compartilhamento de informações. “No universo virtual as pessoas querem mesmo aparecer, interagir e compartilhar. Isso é a web 2.0”, ressalta.
    Já o termo mídia social refere-se ao meio onde uma determinada rede se vale para se comunicar. Seguindo essa definição, rede social seria um grupo, mídia social a ferramenta que se utiliza para se comunicar. Por essa relação intrínseca, é muito comum vê os dois serem utilizados como sinônimos. “O mais importante é perceber as potencialidades que essas ferramentas de comunicação podem geram não só para a vida das pessoas, mas das organizações também”, comenta a jornalista especialista em Comunicação Empresarial, Ísis Margalho.
    Ao perceber essa possibilidade, a Famaz investiu nessa modalidade de comunicação. Com o serviço de assessoria digital, a Public Comunicação Integrada há 8 meses realiza o gerenciamento de mídias sociais para a Faculdade: Twitter, Orkut e Blog. O Twitter tem quase 200 seguidores e prima pelo relacionamento com a sociedade em geral. Já o Orkut fala mais com o público interno, alunos, professores, informa e tira dúvidas de pessoas sobre os serviços da Instituição. São 366 amigos, em 13 comunidades ligadas direta ou indiretamente à Famaz.
    “Percebemos um fluxo maior de informações e interatividade, sobretudo com os alunos que se acostumaram a se ver nas mídias da Faculdade”, afirma o diretor Geral da Famaz, Shen Paul Ming Jen.
    O estudante de Ciências Contábeis, Márcio Rodrigues, considera uma iniciativa muito importante. “Apesar de ser uma tendência, essas linguagens são novas para nós. Por isso, é imprescindível que a gente fique em contato com essas novas formas de comunicação”, diz.

(Fonte: faculdadefamaz.blogspot.com/2010 - Com adaptação de José Filho)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Saiba mais sobre a chegada da internet no Brasil

       Com  a chegada da internet no Brasil, não tinha muitas coisas digitais, não só no Brasil mas no mundo, e poucos sabiam na verdade o que era a internet e qual era sua finalidade.
       No ano de 1989 um grupo de acadêmicos com outras faculdades espalhadas no Brasil, procuravam conexões fora do Brasil. Um desses acadêmicos era o professor DEMI GATCHECOS, o mesmo relata que  em 1991 foram transmitidos os primeiros pacotes TCP/IP entre os Estados Unidos da América e o Brasil.
       A conexão naquela época era de 4800 KBPS ou seja era 12 vezes mais lento que uma conexão discada, por causa da conexão baixa os pacotes recebidos eram tratados com extremo cuidado com a finalidade de não perder dados.
       Os domínios .BR foram registrados em 1989 antes mesmo da primeira transferência de dados entre o Brasil e EUA, com isto deu-se início a ma rede nacional de computadores onde cada computador ganhou um nome, mas representados por numerais, cujos até hoje são chamados de IP(Internal Protocol).
(Por José Filho)

quinta-feira, 31 de março de 2011

ANÁLISE SOBRE O FILME RAÍZES DO SERTÃO

       Os personagens do filme Raízes do Sertão se dizem satisfeitos com a vida que levam na zona rural e essa satisfação é bem expressiva. Eles argumentam que hoje muita coisa mudou em relação há tempos atrás.  Relatam que são privilegiados com a energia elétrica, a televisão, o rádio... Mas, analisando bem a questão em discussão, podemos constatar que ainda é grande a ausência de acessibilidade, se tratando da ligação interativa com a nova sociedade digital. Eles (os personagens), não se encontram literalmente à margem do mundo, porém de alguma forma se limitam as diversidades que as novas redes tecnológicas disponibilizam. Contudo, existe sim, uma grande barreira que impede uma conexão maior às facilidades que a sociedade urbana dispõe.

                                                                         COMUNICO                                      

Personagens sem a intimidade com a vida digital

Os personagens mostrados no documentário “Raízes do Sertão” são pessoas simples que acreditam serem felizes com o pouco acesso que tem as novas tecnologias. Para eles viver num lugar tão restrito como o deles os isenta da obrigação de conhecer os benefícios das tecnologias do mundo atual. Eles não são pessoas que vivem a margem da sociedade, mas terão algum prejuízo em conseqüência dessa falta de conhecimento já que numa sociedade em que o conhecimento tende cada vez mais a ser valorizado a falta dele é um grande atraso na construção de uma sociedade mais igualitária. Mas sem dúvida  essas pessoas são muito felizes vivendo nesse universo tão particular, a tecnologia pode trazer o progresso, mas não é o passaporte pra felicidade. Mas mesmo assim as tecnologias deveriam ser democratizadas, e ser um direito de todos. Segundo SILVEIRA (2001), O que deve ser feito para acabar com isso é o combate ao analfabetismo funcional e a redução do atraso tecnológico das camadas que vivem a margem da informação
SILVEIRA afirma que:
“Em primeiro lugar, o Brasil deveria criar um ambiente favorável à criação da tecnologia e o Estado deveria ter uma política de inclusão da população dentro da sociedade da informação. Além disso, as pessoas devem ser educadas para o uso das novas tecnologias e o Estado deve entrar como operador das mesmas. Sem a ação do governo e o incentivo a educação a exclusão não poderá ser combatida.” (2001,p.25).



SILVEIRA, Sérgio Amadeu. Exclusão Digital- A miséria na Era da Informação,
São Paulo: Fundação Perseu Abramo,  2001 .


Por: Angelina medeiros

O mundo fora do mundo globalizado

O documentário que nós tivemos a oportunidade de ver, "Raízes do Sertão", nos trás a oportunidade de observarmos uma realidade fora da grande realidade do mundo de hoje. O nosso professor Deleon Souto, que esteve a frente do trabalho, conseguiu mostrar um mundo que faz parte do mundo globalizado fisicamente falando, mas que está fora dessa globalização.

Um povo distante, sem acesso a quase que todas as tecnologias que já são disponíveis. Mas sem dúvida, um povo feliz. Se pra nós, não existe mais a possibilidade de viver sem o computador, a internet, o celular... esse povo vive, e vive muito bem sem eles.

É verdade que, como diz um dos personagens do vídeo, que antes a "zona rural" (habitantes) ia a cidade uma vez a cada semana, fazendo com que se existisse uma lacuna ainda maior entre os dois ambientes, hoje essa visita a área urbana acontece com mais frequeência, unindo assim e deixando mais próximas as duas realidades. Porém, é um povo que vive a margem dessa revolução toda de tecnologias e informações.

Ednardo